Live free or die!

Final de semana passado eu tive uma das experiências mais incríveis da minha vida. Parece que eu estou exagerando né ? Sempre animada com tudo, adorando tudo.. Mas, gente, final de semana passado foi INCRÍVEL: fui fazer camping and hiking.

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nascer do sol – 4:40 am

Hiking, para os americanos, se refere a longas, vigorosas (põe vigorosas nisso) caminhadas feitas em trilhas e é um dos esportes queridinho dos norte americanos.

Desde que eu cheguei aqui, ouvi muitas vezes dizer que tinhamos que ir fazer hiking, não podíamos deixar passar essa oportunidade. Então esperamos o frio passar (passou, nem acredito!!!) e resolvemos ir.

Mas para onde? Como? O que levar? Como se preparar?

Fomos pesquisar as respostas para essas perguntas e descobrimos que há duas formas de se acampar: backcountry/primitive camping e campground. Campground é uma área reservada para isso, normalmente perto da estrada, com alguma estrutura, como banheiro, mesa, entre outros. Primitive country é aquele camping pra valer, no meio do mato, sem infraestrutura alguma, você por você mesmo. Depois de pensar muito (mentira, na verdade, não tivemos dúvida alguma), escolhemos o camping roots.

nossa barraca

nossa barraca

Compramos barraca, saco de dormir, uma faca (por que vai que né?), lanternas, mochilas grandes, purificadores de água, um mapa (mapa, eu?) escolhemos o lugar e fomos.
White Mountains, New Hampshire – é lá que fica a trilha mais antiga usada para hiking dos EUA.

Chegamos na cidade e a primeira parada foi o Tourist Information, uma casinha onde você pode tirar suas dúvidas sobre a trilha. Logo me dei de cara com a frase “Live Free or Die” e, nesse momento, tive certeza que estava prestes a ter uma experiência, no mínimo, exótica.

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Mais meia hora de carro até o início da trilha..

E que lugar MARAVILHOSO. E que final de semana INCRÍVEL.

mochila de 15 quilos nas costas

mochila de 15 quilos nas costas

Andamos 11 milhas com mochilas de 15-20 quilos nas costas. Ficamos sem água de sábado 6 da tarde até domingo 10 da manhã. Passamos horas sem encontrar mais nenhuma outra pessoa. Esquecemos o repelente e tomamos picadas de todos os insetos possíveis. Derrubei meu celular na cachoeira e perdi as fotos. Dormimos no chão com uma raiz de árvore em baixo de nós. Jantamos miojo e marshmallow. Encaramos uma subida de 2 milhas com as costas doendo. E se eu gostei? Eu amei. Encontramos um rio de água transparente depois de ter sonhado com água a noite toda (e não é modo de dizer). Acordamos com o som dos passarinhos.

mapa, eu ?

mapa, eu ?

Dormimos olhando estrelas. Vimos o por do sol e o nascer do sol sem nenhum barulho ao fundo. Ficamos um final de semana sem usar o celular (milagre né). Não nos preocupamos com nada a não ser encontrar a trilha no meio de uma paisagem estonteante. Vimos cobra, sapo, peixes, pássaros. Superamos muitos limites pessoais. Vivemos um final de semana para nunca mais ser esquecido, algo diferente de tudo que eu já tinha experimentado.

Eu amo esportes, amo desafios, amo natureza. Esse final de semana juntou tudo isso – e com um plano de fundo maravilhoso.

E quando acabou, depois de 48 horas sem wifi, sem sinal de celular, sem banho, sem energia elétrica, tendo que carregar tudo aquilo que você vai precisar, eu só conseguia lembrar da frase `Live free or die´.

enfim, água

enfim, água

E que vontade de fazer tudo outra vez…

Media Lab

Esta semana eu e a Carol tivemos a incrível oportunidade de conhecer o Leo Burd, que nos apresentou o Media Lab.

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Tá, eu sou baixinha, mas estes dois também são MUITO altos rsrs…

Leo, como um bom e simpático brasileiro, nos contou um pouco sobre sua trajetória, que passa desde a sua formação pelo ITA, um mestrado na UNICAMP e um PhD no MIT, até chegar ao atual cargo de Pesquisador no Media Lab do MIT.

Uma maquete de LEGO de Boston com projeções inteligentes permite simular mudanças climáticas ou até mesmo no trânsito caso seja feita alguma alteração na cidade

Uma maquete de LEGO de Boston com projeções inteligentes permite simular mudanças climáticas ou até mesmo no trânsito caso seja feita alguma alteração na cidade

Projeto que permite criar uma "horta na cidade"

Projeto que permite criar uma “horta na cidade”

Seus principais interesses são no desenvolvimento de tecnologias para melhorar o empoderamento social e o aprendizado de uma forma mais criativa. Mas onde ele teria espaço, recursos e uma equipe para ajudá-lo a investir e concretizar tantas idéias inovadoras? Bom, ao final da visita eu cheguei à conclusão que ele definitivamente está no lugar certo: no Media Lab.

Quem imagina que um computador "touch" deve necessariamente ter uma tela se engana. Esta é uma recriação da idéia de "computador": uma lâmpada que projeta a tela em qualquer superfície que você queira e é sensível a movimentos!

Quem imagina que um computador “touch” deve necessariamente ter uma tela se engana. Esta é uma recriação da idéia de “computador”: uma lâmpada que projeta a tela em qualquer superfície que você queira e é sensível a movimentos!

Mas…Media Lab? O que é isto? Talvez esta seja uma das perguntas mais difíceis de serem respondidas. Tentando escolher algumas palavras (ainda que muito simplisticamente), consigo

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Ambiente de trabalho no mínimo interessante

pensar no Media Lab como uma “caixinha de surpresa das invenções”. Lá tem de TUDO, literalmente… Desde impressoras 3D que permitem criar esculturas de vidro, máquinas de costura, computadores super tecnológicos, e até mesmo LEGO (eles têm um contrato com a LEGO há mais de 25 anos!). É tudo tão multi e interdisciplinar que eu diria que nem existe a divisão de “disciplinas” lá dentro.

É tudo muito misturado: moda com tecnologia (roupas sensíveis à temperatura), mecatrônica com medicina (próteses de pernas

Protótipos de próteses mecânicas

Protótipos de próteses mecânicas

Para quem gosta de mecatrônica (e mesmo para quem não gosta), este é uma fantástica fonte de inspiração!

Para quem gosta de mecatrônica (e mesmo para quem não gosta), este é uma fantástica fonte de inspiração!

biomecânicas para amputados), arte com política (software que avalia cada país pelo desenvolvimento artístico), planejamento urbano com

Nem o pessoal da moda fica de fora: até "roupas tecnológicas" são criadas!

Nem o pessoal da moda fica de fora: até “roupas tecnológicas” são criadas!

holografia (simulações visuais de efeitos que teriam caso fossem feitas determinadas mudanças nas cidades), biologia e tecnologia

Saia cujo comprimento varia de acordo com a temperatura!

Saia cujo comprimento varia de acordo com a temperatura!

(projeto de uma “horta urbana”), etc. Foi no Media Lab que surgiram inúmeras invenções hoje disseminadas pelo mundo inteiro, desde a holografia até mesmo o jogo Guitar Hero! A uma primeira vista, as coisas podem até parecer “brincadeira” mas, na verdade, eles levam as idéias (algumas aparentemente malucas) bem a sério. E tudo tem como objetivo criar e recriar novas tecnologias que melhorem a qualidade de vida e/ou que auxiliem as pessoas a se expressar das maneiras mais diversas.

"Vidros musicais" que despertaram o interesse da indústria farmacêutica e cuja idéia se tornou uma ferramenta útil para muitos pacientes

“Vidros musicais” que despertaram o interesse da indústria farmacêutica; a idéia se tornou uma ferramenta útil para muitos pacientes

De fato, a vida de muitas pessoas já pôde ser impactada pelas idéias vindas deste poço de inovações. Dá até gosto de ver quanta coisa legal sai daquele lugar! Música, arquitetura, urbanismo, medicina, mecatrônica, engenharia, planejamento social, videogame, cinema, automobilística, política, nanotecnologia, moda, etc…

Área de Neurobiologia Sintética: unindo medicina à tecnologia e inovações

Área de Neurobiologia Sintética: unindo medicina à tecnologia e inovações

Toda e qualquer área tem pelo menos um cantinho no Media Lab.

Para aqueles alunos que cogitam seguir alguma carreira na área de “invenções inovadoras”, saibam que existe sim campo para isto…vale a pena saber quais são os passos para chegar até lá. E até mesmo para os “turistas curiosos”, vale a pena conhecer o espaço e os projetos tão interessantes.

Cinema: aperfeiçoamento de bonecos interativos para contracenarem com os atores

Cinema: aperfeiçoamento de bonecos interativos para contracenarem com os atores

Para quem tiver mais interesse, segue o link do Media Lab:

Cause, baby, you’re a firework

4 de julho, dia da independência dos Estados Unidos. 4 de julho, dia dos americanos exaltarem mais ainda todo o seu patriotismo. Dia de todo mundo vestido pelas ruas com roupas com a estampa da bandeira norte americana, dia dos restaurantes fechados, dia de celebrar. Isso por que, em 4 de julho de 1776, as então colônias britânicas deixavam de ser colônias e passavam a construir sua própra história, sua própria cultura.

Eu já tinha passado o 4 de julho em Cleveland, Ohio, e tinha sido muito legal. Mas Boston, ah Boston.. Boston torna tudo mais especial.

Não bastasse o fato de que a cidade é linda, as pessoas, simpáticas e eu, uma apaixonada por essa cidade, Boston ainda é sede de grandes acontecimentos importantes na história da independência dos EUA. Em 1773, aconteceu a famosa “Boston Tea Party”, um ato contra a cobrança de impostos pela corôa Britânica. Colonos, disfarçados de índios, invadiram navios ingleses e jogaram centenas de caixas de chá ao mar. Esse é um acontecimento considerado chave no processo de independência dos EUA e aconteceu aqui, em Boston. Por essa e por outras, a cidade é tida como uma das melhores para se passar o famoso 4th of july – junto com Washingtom.

A grande atração são os fogos de artifício, que começam às 22:30 e, antes disso, tem um concerto às 20.

Procurando informações, descobri que as pessoas começam a chegar nos arredores de onde acontecem esse dois eventos por volta das 10 da manha – mais de 12 horas antes. Achei isso loucura né, passar o dia sentada esperando para ver fogos de artifício. “Não pode ser que vá valer a pena”, eu pensava.

Descobri que as pessoas não só ficam esperando lá o dia todo, como levam cobertores para estender e “garantir seu território”. Levam jogos para passar o tempo, comidinhas para um pic nic, etc.. Tipo acampar na frente dos portões do show para pegar um lugar bom na pista, sabe?

nós sentados no nosso cobertor estendido na grama

nós sentados no nosso cobertor estendido na grama

Enfim, resolvi que teria um dia tipicamente americano e toparia o programa de índio. Encontrei meus amigos na minha casa as 3, juntamos cobertores, toalhas, comidas, jogos. Colocamos tudo em mochilas e fomos. Chegando no local, percebi que já era bem diferente do que eu esperava. Apesar de os fogos serem em um local público e a maior parte das pessoas ficarem sentadas na grama ao redor do Charles River (rio que divide Boston de Cambrigde), tudo estava perfeitamente organizado. Tinhamos que ser revistados e foi aí que descobrimos que as mochilas não poderiam entrar – o que não faz o menor sentido, porque sacolas e bolsas eram permitidas. O motivo ? dois anos atrás, maratona de Boston, a bomba que explodiu estava dentro de uma mochila. Voltamos para casa, deixamos tudo e perdemos 2 soldados; dois amigos desistiram, afinal, além de ja termos ido e voltado uma vez, estava chovendo e programa de índio tem limite né?

Não, eu estava confiante no ditado “quando em Roma, faça como os romanos” e, diferente deles, segui na missão fireworks.

Conseguimos entrar, achar um local perto ao rio e estender toda nossa tralha. Foi quando o dia começou a ficar especial. A chuva foi embora e deu lugar a um por do sol maravilhoso.IMG_2436 Naquele momento, eu já sabia que valeria a pena. É difícil explicar, mas é muito legal estar em um lugar onde todo mundo está reunido por um sentimento tão especial: celebrar o dia em que os norte americanos passaram a ser os nortes americanos, o dia em que começaram a construir sua história juntos. A cidade toda estava lá: famílias, crianças, grupos de amigos, casais, idosos.. Todo mundo reunido pra comemorar um mesmo sentimento – o de orgulho pelo país que eles construíram. Pode ser chiclê ou o que for, mas foi muito especial. Ver todo mundo ali reunido com camisetas dos EUA, cantando músicas que enaltecem os EUA.. todos juntos! Ai você olha ao lado encontra opções de comida, banheiros limpos, tudo organizado, as pessoas respeitando seu espaço delimitado por um cobertor no chão e entende o porquê vale a pena celebrar. Porque, aqui, as coisas funcionam.

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O tempo passou impressionantemente rápido, o concerto foi ótimo, os fogos maravilhosos, o por do sol, estonteante. E o dia acabou com apenas um sentimento: que venham mais muitos 4th of july !

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Do Band a Harvard: um destino (in)comum?

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Lucas Chen: Band 2004-2006 e USP-Harvard 2011

Do Band a Harvard – sim, este é o nome do nosso blog. Este é também o sumário da minha trajetória até agora. Mas o que muitos podem não saber é que esta trajetória não é exclusiva minha e da Caroline. Acho digno de nota (ou melhor, “digno de um post”) o fato de que este é um caminho que tem potencial de ser trilhado por todo aluno Bandeirantino e o quanto o Band favorece isto. Assim como a Caroline disse no último post, “não estou aqui para puxar o saco de ninguém” – e acrescento que nem mesmo pra expôr minhas nostálgicas (e gostosas) memórias de ex-aluna (rsrsrs). Escrevo para manifestar meu reconhecimento ao Colégio que fiz. Dedico este post para objetivamente mostrar a todos os alunos do Band e a todos os pais de atuais (e futuros) alunos o quanto o Colégio realmente impulsiona seus alunos a uma caminhada de sucesso. Apenas cabe aos alunos corresponderem aos estímulos que são oferecidos e aproveitarem as portas que lhes são abertas.

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Alexandre Kanas: Band 2005-2007 e USP-Harvard 2011

Minha mãe também é ex-aluna do Band (1980-1982) e também cursou a Faculdade de Medicina da USP (formada em 1988). Hoje entendo o porquê ela fez questão que eu e minhas 2 irmãs também tivéssemos esta oportunidade. E não foi apenas pela tradição. Existem outras escolas boas além do Band? Sim, existem…Mas o Band, aaah o Band… só quem estudou sabe dizer o quanto os aprendizados e ganhos não são apenas acadêmicos, mas também para aplicar e levar pra vida toda.

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Vitor Zanetta: Band 2004-2006 e USP-Harvard 2011

Há a famosa frase “o aluno é quem faz a escola”. É, mais ou menos. Vamos às possíveis combinações: aluno bom, aluno ruim, escola boa, escola ruim. De nada adianta um aluno ruim e desinteressado fazer uma escola boa – e nem uma ruim (rsrs). O sucesso dificilmente “cai do céu”. Um aluno bom numa escola ruim ainda assim pode se esforçar, ser autodidata e se sobressair em sua carreira…mas as dificuldades serão maiores, certo? Já um aluno bom em uma escola boa é a melhor das situações. Foi o que aconteceu comigo, foi o que aconteceu com a Caroline, foi o que aconteceu com MUITOS outros estudantes do Band.

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Vitor Pagotto: Band 2005-2007 e USP-Harvard 2011

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Beatriz Casella: Band 2004-2007 e USP-Harvard 2011

Para não acharem que estou dizendo isto simplesmente da minha cabeça, aí vão os nomes (e fotos) de ex-alunos do Band (e respectivos anos de formandos) que, assim como eu e a Caroline, também cursam Pinheiros (Faculdade de Medicina da USP) e que vieram à Harvard nos últimos anos:

USP-Harvard 2011: Lucas Chen (Band 2004-2006), Alexandre Kanas (Band 2005-2007), Vitor Pagotto (Band 2005-2007), Vitor Zanetta (Band 2004-2006), Beatriz Casella (Band 2004-2007)

Iago e Felippe na casa que dividiam em Boston - Ambos formados no Band em 2009 e USP-Harvard 2013

Iago e Felippe na casa que dividiam em Boston – Ambos formados no Band em 2009 e USP-Harvard 2013

USP-Harvard 2013: Iago Perissinotti (Band 2007-2009), Felippe Lazar Neto (Band 2006-2009)

USP-Harvard 2014: Luca Schilling Gonçalves (2008-2010), Samir Crespo (Band 2004-2010)

USP-Harvard 2015:Caroline Cirenza (Band 2006-2009) e Sylvia Rodrigues (Band 2007-2009)

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Luca Schilling Gonçalves: 2008-2010 e USP-Harvard 2014

Como se não bastasse, não é incomum eu encontrar alguém “por aí”, descobrir que a pessoa também fez Band e naturalmente criar um sentimento de identidade em comum: o querido Band. O que acho muito legal é que, enquanto estou aqui em Boston e escrevendo para este blog, estou tendo a oportunidade de entrar em contato com outros ex-alunos do Band que também estão em Harvard. E o que há em comum entre nós? Não há “apenas” a Harvard…há também – e principalmente – o Band.

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Samir Crespo: Band 2004-2010 e USP-Harvard 2014

Mais uma vez, para demonstrar que isto não é apenas uma impressão subjetiva criada por mim, aí vão alguns exemplos de como o Band fortalece um laço muito maior do que “apenas” a Harvard:

Víctor Domene cursou Band em 2009 e 2010 pelo ISMART (CP1 e CP2) e o Ensino Médio de 2011 a 2013. Atualmente é estudante do Harvard College e bolsista da Fundação ESTUDAR. Entrou em contato comigo com a seguinte mensagem: “Oi Sylvia! Você é ex-aluna do Band né? Sou freshman aqui do Harvard College, me formei no Band em 2013 — vi um post seu sobre Harvard Divest e fiquei me perguntando como não te conhecia ainda! Enfim, oi haha”. Sim, isto mostra o quanto ex-alunos do Band ADORAM conhecer outros ex-alunos! Notem que até mesmo na apresentação dele, primeiro foi citado o Band e, depois, a Harvard!

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Rafael Amaral: Band 2009 a 2012. Em Harvard pelo prêmio no “Collaborative Field Course: Poli + Harvard”

Rafael Amaral (Band 2009 a 2012) – atualmente no 3o ano da Poli USP Engenharia de Produção – veio a Harvard por um prêmio devido ao excelente desempenho sobre “Sustainables Cities” no curso “Collaborative Field Course: Poli + Harvard”. Lendo este blog, ele soube da minha “existência” e adivinhem só qual foi o resultado? Um agradável café numa padaria em frente à Harvard Square. Qual o pretexto? Mais uma vez, o Band!

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Guilherme Finkelfarb Lichand: Band 1997 a 2003 e PhD em Political Economy and Government em Harvard

Guilherme Finkelfarb Lichand (Band 1997 a 2003) é um atual PhD em Political Economy and Government pela Harvard; foi listado como um dos “Top 10 Inovadores Brasileiros com menos de 35 anos” e nomeado “Inovador Social de 2014” pelo MIT (confiram seu website http://scholar.harvard.edu/glichand/ )! Sob uma carreira sensacional e claramente em plena decolagem, ele também é um entusiasta do Band. Em um de seus comentários acerca do Colégio, ele diz que “o principal (…) é a cultura de valorizar o estudo, a curiosidade intelectual“. Eu assino embaixo.

Mas, enfim, porque eu estou dizendo tudo isto?

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Caroline Cirenza: Band 2006-2009 e USP-Harvard 2015

Para mostrar concretamente o quanto o Band fornece – e muito bem – a “base acadêmica”. Mas não é “só″ isso. É mais do que claro o quanto o Band abre portas, o quanto “abre a cabeça”, o quanto não apenas nos faz sonhar mais alto, mas também fornece o embasamento e nos impulsiona a conquistar estes sonhos. O Band cria laços, memórias e aprendizados que serão levados para o resto da vida. O Band favorece contatos importantes e une pessoas em cargos e profissões diferentes, simplesmente por criar um sentimento de identidade. Também foi no Band que entrei em contato com a importantíssima lição de que o legal não é apenas “aprender”…é “aprender a aprender”…e “aprender sempre”.

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Sylvia Rodrigues: Band 2007-2009 e USP-Harvard 2015

Tenho certeza de que há MUITOS outros Bandeirantinos em Harvard os quais ainda não tive o prazer de conhecer. E, só para deixar claro, definitivamente não é só “Pinheiros e Harvard” que significam “sucesso”!! Apenas cito este “caminho” como exemplo pois é este ao qual eu mais tive acesso (simplesmente pelo motivo de ser este o caminho que estou) e para mostrar que não é tão inatingível quanto parece. Sem dúvida alguma há INÚMEROS outros Bandeirantinos espalhados pelo mundo, estudando em Universidades de ponta, sendo líderes em empresas, conquistando lugares de destaque, desempenhando uma excelente vida profissional. E não sou ingênua nem ufanista a ponto de dizer que “ah…fez Band então está tudo garantido”. Não é bem assim não. Mas, mais uma vez volto ao que disse no início: “aluno bom + colégio bom” favorece o sucesso. Certamente TANTA gente assim saindo do Band e tendo sucesso não é mera coincidência. “Algum” embasamento “a mais” este Colégio oferece a quem está afim de aproveitar. “Algum” embasamento há para afirmar isto (vide exemplos acima).

Finalmente, aí vai o meu recado principal:

Alunos do Band: APROVEITEM TUDO o que o Band oferece para vocês. O Band FAVORECE (e MUITO) para que você trilhe um caminho de sucesso mas quem tem que percorrer o caminho é VOCÊ. Eu sei o quanto uma quinzena de provas pode ser pesaaada, o quanto as professoras de redação são exigentes, o quanto as listas de exercícios de matemática e física podem parecer eternas, o quanto os simulados e revisões do 3o ano podem ser exaustivos. Mas eu também sei o quão divertido é fazer o kit pão, o quão aliviante é a sensação de sair da última prova do semestre e o QUÃO GRATIFICANTE é poder, hoje, olhar pra trás sentindo um “gostinho de quero mais” e tendo em mente um “faria tudo de novo”! Aproveitem os laboratórios, as peculiaridades de cada professor, todas as aulas (vocês provavelmente nunca mais terão aulas tão boas), os materiais de altíssima qualidade…mas, além do acadêmico, aproveitem também as amizades (você reencontrará com muitos deles no decorrer da sua vida), aproveitem as chances de de sonharem alto e alcançarem o sonho, aproveitem a liberdade e autonomia que o Band ensina a administrar (por exemplo, as portas estão abertas para entrar e sair do colégio a hora que quiser), aproveitem a “cultura do constante aprendizado”, que é tão valorizada pelo Band. Isto certamente impulsionará vocês na direção dos seus sonhos, na direção do sucesso.

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3B1-2009: Caroline (no canto inferior esquerdo) e eu (segurando o cartaz 3B1 de cima). Desta nossa turma, além de nós duas, outros 12 deles também cursam Pinheiros conosco (Adara Saito, Marcos Pita, Aline Cho, Felipe Sanchez, Miwa Fukumoto, Carla Maibashi, Pedro Hashi, Felippe Lazar, Iago Perissinotti, Flora Goldemberg, Marcelo Barni, Lucas Haluli)

Encerro este post compartilhando do mesmo sentimento da minha amiga (Carol) e certamente de muitos outros alunos:

“Obrigada Band, serei eternamente grata!”