Nos murais da Harvard…

Uma coisa muito curiosa por aqui são os avisos dos murais.

Neles há todo tipo de informação e curiosidade. Os assuntos variam desde avisos mais sérios sobre palestras e conferências, fotos dos participantes dos laboratórios, avisos descontraídos e até mesmo dicas de como se comportar (ou não) em um encontro.

Como prova de que os assuntos são REALMENTE muito diversificados, aqui vão algumas fotos deles…

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Instruções divertidas sobre “Como tratar a pessoa do seu encontro da maneira correta, “Como escolher um bom lugar para o 1o encontro”, “Como convidar alguém para sair” e “Como se dar bem no seu 1o encontro”

Jeitos bem humorados de responder “Por que vc pesquisa?”

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Mural interativo, onde cada um podia deixar sua contribuição para uma homenagem às grandes mulheres nacionais

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Um panorama geral de como os murais podem ser bem abarrotados de avisos…

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Fotos dos participantes dos laboratórios do andar, inclusive de nós, brasileiros. (Este mural é excelente pois caso vc tenha dificuldade em memorizar o nome das pessoas – como é o meu caso – vc tem uma “colinha”)

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Sobre o último aviso (de cima para baixo) – Informação sobre quem contactar caso necessite de auxílio por estar sobrecarregado

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Convite para participar como voluntário de uma pesquisa sobre distúrbios do sono. Uma pena que não abrangia a minha idade, pois havia uma recompensa de até US$300 para quem participasse!

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Mural do andar em que trabalho, com algumas mensagens pessoais que as pessoas que já passaram por aqui deixaram como lembrança

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Mensagens amigáveis para os estudantes da Harvard

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Convite para uma palestra do Diretor de Engenharia do Google

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Mais um mural descontraído

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Um jeito divertido de demonstrar questões envolvidas em escrever no quadro do seu laboratório

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Poster sobre eventos artísticos oferecidos pela Harvard

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Uma mistura envolvendo fotos eventos da Harvard, comidas saudáveis e o Uncle Sam convocando pesquisadores de uma maneira capitalista-intimidadora.

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Fotos dos participantes dos laboratórios em momentos descontraídos durante uma festa na cafeteria da Harvard

Pois é… com isto pode se ver que caso você esteja entediado ou sem idéias do que fazer, os murais podem ser uma grande fonte de diversão ou de sugestão de programas para fazer.

Quer saber mais sobre qualquer assunto? Procure nos murais da Harvard!

Sobre a imprevisibilidade da vida

Eu nunca quis fazer intercâmbio. Verdade, nunca mesmo. Desde o Band que minha mãe investe, até então sem nenhum sucesso, na missão de me convencer a favor do intercâmbio. Foi então, no começo de 2014, que, depois de um diagnóstico de hérnia de disco e outro de endometriose com indicação cirúrgica, eu mudei de ideia. E qual foi o motivo? Simplesmente porque eu percebi que a vida é imprevisível, de um jeito assustador, mas muito bom.

Eu não queria mudar de país porque achava minha vida ótima no Brasil (que discurso vergonhosamente comodista, eu sei). Mas ai, eu percebi que, por melhor que as coisas estejam e, por mais que você se programe, se organize e se esforce para controlar a sua vida, a vida é quase totalmente incontrolável. Tem coisas que, por mais que a gente queira, não estão nas nossas mãos e só cabe a nós aceitar (e, não, isso não é um discurso comodista).

Foi assim com os meus diagnósticos: não dependia de mim. E foi ai que eu percebi que a gente não tem ideia do que pode acontecer com a gente amanhã e que, por isso, a gente deve aproveitar toda e qualquer oportunidade ainda hoje. Também é por isso que eu deixo um conselho aqui: não se fechem a nada. Hoje pode não fazer sentido, mas, amanhã, quem sabe..

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E foi por isso, mais uma vez, que ontem eu terminei o dia indo velejar.  Porque a vida é totalmente imprevisível. Eram 3:30 da tarde e eu já tinha, como raramente acontece, terminado o trabalho aqui no laboratório. Fui na cafeteria tomar um café com uma amiga antes de ir pra casa, quando o cara da mesa do lado fala “oi, eu lembro de você da palestra da semana passada”. Começamos a conversar, eu, ele, a minha amiga e a amiga dele. Quando eles foram se despedir, ele disse “tchau, estamos indo velejar”, ao que eu respondi “que legal ! quero muito experimentar um dia”. Ao que ela, por sua vez, respondeu “o que vocês vão fazer agora?” e nos convidou para ir junto. Eu, de cara, topei. Velejamos por duas horas no Charles River (o rio que divide Boston de Cambridge) e, depois, ainda fomos jantar num Pub com eles. E foi ai que eu me relembrei o quanto a vida é imprevisível. Ontem tinha tudo para ser mais uma quinta feira normal, mas eu terminei meu dia velejando num lugar maravilhoso com duas pessoas teoricamente desconhecidas.

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E, na verdade, essa é a graça de tudo. Perceber que, do nada, tudo pode mudar, pode, sim, dar um medinho. Mas, no fundo, é isso que torna a gente vivo de verdade. E, se eu posso deixar um conselho pra vocês é: não se fechem a nada, deem pelo menos a oportunidade de conhecer, se deixar gostar e experimentar, porque a vida reserva pra nós muito mais do que a gente imagina, só cabe a nós nos permitir (meu momento clichê, me deixem). Eu sei, eu sei, se conselho fosse bom, eu teria ouvido minha mãe e feito intercâmbio bem antes, mas não ficaria em paz se eu não deixasse esse conselho por aqui.

Independência

Estava até agora me segurando para não fazer um post sobre viagens no intercâmbio. Sei lá, achei meio superficial. Então resolvi fazer um post mascarado sobre viagens, com o pretexto de falar sobre independência.

Não da para negar que um dos meus aspectos preferidos sobre fazer um intercâmbio é a independência. Morar numa casa que não a dos seus pais (desculpa mãe, desculpa pai, eu amo vocês, não é nada pessoal) é muito legal. Voltar tarde numa quinta feira sem ter que falar eu estava fazendo um trabalho na casa de uma amiga (eu nunca faço isso pai, é só um exemplo) é impagável. Receber os amigos na quarta a noite em casa para tomar uma cervejinha e ver o jogo do são paulo (eu nem bebo – e isso é verdade – mas poder oferecer uma cervejinha na hora do futebol já está valendo) é demais. Sair sexta e só voltar sábado na hora do almoço (eu não faço isso, sou meio coxinha mesmo, mas daria para fazer se eu quisesse) é uma possibilidade para o final de semana. Todas essas são opções válidas, apesar de que eu acabo ficando só com o jogo do são paulo e uma pipoquinha mesmo.

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E as viagens, que que tem a ver com isso? Eu amo viajar e duvido que a maior parte das pessoas não ame também. Mas a sensação de organizar toda a sua viagem, do seu jeitinho, é muito legal. Eu sei que é possível fazer isso fora do intercâmbio também, mas no intercâmbio a chance é bem maior.

Voltei da Disney ontem de madrugada. Eu ja tinha ido para a Disney antes, com meus pais, e tinha sido ótimo. Dessa vez foi diferente, nem melhor, nem pior, só diferente. Só para tentar exemplificar: ontem eu e minha amiga estavámos tentando arrumar um jeito de ir para o aeroporto gastando o menos possível (sim, sem seus pais você fica mais mão de vaca também, faz parte). A gente resolveu fazer aquele tipo de economia que meu pai diria ser “economia porca” sabe? Aquele tipo que da um trabalhão, que tem altas chances de dar errado e que você acaba economizando super pouco no final. Para resumir a história, a ideia era pegar um transporte da Disney que ia nos levar até um hotel que parecia ser mais perto do aeroporto. Mas a bateria do nosso celular tinha acabado, não tinhamos certeza da localização do hotel, já estávamos em cima da hora pro voo, ou seja, estávamos sem garantia nenhuma de que daria certo. Nessa hora a gente se olhou e falou “esse é o tipo de momento que nossos pais falariam ‘para de inventar história'”. Mas e dai? Nossos pais não estavam la, então a gente fez do nosso jeito. Deu certo, foi engraçado e economizamos os dólares que queríamos economizar.  Isso se chama independência (meu pai diria que isso se chama inconseqüência juvenil, mas tudo bem) e, mesmo nas situações pequenas situações, é um sentimento muito bom.

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Ainda sobre viagens, não posso deixar de falar, apesar de ser obvio: uma das partes muito boas do intercâmbio é poder viajar pelo país nos feriado e finais de semana. Já fui para Disney, NY (fica a só 4 horas de Boston de ônibus) e a próxima parada vai ser Las Vegas. As passagens são muito baratas e os hotéis também, se programado com antecedência.

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De qualquer forma, melhor ainda, é a independência de escolher quando e pra onde eu vou viajar. Precisa a fechar o post como eu comecei né? mascarando o tema viagens sob o tema independência.