Há um rato entre nós

Gente, entrou um rato na nossa casa!!!!
Era sábado a noite, eu estava chegando do cinema e, quando entrei em casa, vi um rato correndo para DENTRO DO MEU QUARTO! O maior pânico. Depois de uns 10 minutos de pavor gritando em cima dos sofás, tentamos encontrá-lo, mas nada. Depois de 1 hora de caça ao rato, desistimos e resolvemos aceitar a ideia de que havia um rato entre nós.

Foi péssimo, passamos o domingo preocupadas e pensando “bom, por aqui as pessoas se viram, então vamos ter que nos virar com o rato”. Compramos veneno, cola pega rato, ratoeira, mas nada do rato dar as caras (apesar de ter comido todo o queijo que deixamos no chão para testar se ele ainda estava aqui).
Foi então, no dia seguinte, quando eu comentei com uma das pessoas do meu lab, que ela me disse para ligar para o responsável pelo prédio. E então tudo se resolveu. Mandaram um funcionário para caçar o rato, colocar mais veneno e tampar eventuais lugares por onde ele poderia ter entrado. O que a menina do lab me disse, foi que eles de preocupam muito com processos e que, por isso, foram tão eficientes. Bom, se foi por isso ou não, eu não sei, mas reafirmou o que eu disse antes “o serviço ao consumidor realmente funciona”!
E, agora, o que importa, é que não há mais um rato entre nós!!

Pesquisa: uma “batalha naval”

O que fazer quando tudo dá errado? Quando parece que vc chegou num ponto de um labirinto que não tem saída? Quando os seus resultados não fazem sentido? Pois é, pesquisa às vezes é assim.

Fizemos 3 experimentos. O 1o experimento contava com análises dos dados de 4 ratinhos: 3 deles deram errado (as células estavam mortas) e 1 deu certo. No 2o experimento, todas as análises dos ratinhos deram certo. No 3o experimento, todas deram errado. E agora? O que erramos? O que acertamos? Ninguém sabe. Como prosseguir? Tentativa e erro? Mas quais variáveis trocaremos, quais valem a pena manter? São TANTAS possibilidades! Por onde começar? Pois é… estas foram algumas das perguntas que eu e o meu grupo de laboratório tentamos insistentemente responder na nossa última reunião.

A minha sensação é como se estivéssemos jogando “batalha naval”: damos vários “tiros no escuro”…até que, de repente, acertamos um “fogo” em um ponto do navio oponente…com isso, temos algumas pistas de quais serão as próximas tentativas… mas há, ainda assim, mais 8 possibilidades de “tentativa e erro” para onde direcionar os próximos passos. Uma vez “concluído” um navio, hora de começar a atirar no escuro de novo para tentar encontrar outro navio. Mas…e quando vc acerta um “fogo” mas os outros 8 pontos em volta são todos “água”? Onde está o resto do navio? É um “navio de um ponto só″? Não faz sentido…há algo errado… ou aquele ponto inicial que aparentemente era um “fogo” na verdade é “água”… ou algum dos outros 8 pontos que aparentemente eram “água” é na verdade “fogo”. Por onde começar a procurar o erro?

Bom… felizmente, apesar da minha aparente exasperação, todos mantivemos a calma… Depois de uma longa reunião com outros especialistas no assunto, propusemo-nos algumas mudanças para as novas tentativas. E adivinhem só… na semana seguinte, tivemos novos resultados: todos eles deram certo! =D   Parece que finalmente voltamos a dar tiros de “fogo” ao invés de somente “água”! Agora, quando terminarmos este “navio”, basta respirarmos fundo para, novamente, começarmos a dar os nossos próximos “tiros no escuro”.

É…afinal, ao que parece, pesquisa é mesmo assim…uma batalha naval!

Sua palavra basta !

Eu sei que eu só tenho falado o quanto tudo aqui está ótimo, mas vou ter que exaltar os americanos mais um pouco. Sim, eu sou fã dos EUA, mas eu sou sensata o suficiente para saber criticá-los. No entanto, não é isso que eu vou fazer hoje.

Hoje, quero compartilhar com vocês algumas das pequenas diferenças do dia-a-dia de não estar vivendo em São Paulo, mas em Boston.

Que os carros param pros pedestres, acho que todo mundo já sabe, mas não da para deixar de comentar. Aqui, a prioridade é realmente do pedestre.
Outra coisa que me impressiona é como os lugares são limpos e como as pessoas contribuem para que eles permaneçam limpos. Quando nós saímos do jogo de basquete, olhei ao redor e todos estavam recolhendo seus lixos. Na academia, vira e mexe eu vejo o personal trainer ajudando a levar as toalhas sujas para a lavanderia.
Por aqui, provavelmente por mão de obra barata ser escassa e cara, as pessoas sabem se virar. Assim que nos mudamos, resolvemos comprar um armário. Obviamente, tinhamos que instalá-lo. Não preciso nem dizer o quanto não deu certo (em São Paulo, estou acostumada a contratar pessoas para fazer esse tipo de serviço para mim). Depois de muito sofrimento, a esposa do coordenador do nosso programa de intercâmbio, a qual tem 80 anos, disse que nos ajudaria. E não é que ela conseguiu e ainda nos deu a lição “nós americanos sabem nos virar”

Aqui, o serviço ao consumidor funciona de verdade. Fiz uma compra pela internet e eles debitaram duas vezes do meu cartão. Domingo a tarde mandei um email explicando e 10 minutos depois recebi a resposta “para nós só consta uma cobrança, mas estaremos devolvendo o dinheiro”. Dito e feito: no dia seguinte, o dinheiro estava de volta na minha conta.

IMG_3842E acho que é isso o que mais me impressiona: a sua palavra basta! Você não precisa mostrar a carteirinha de estudando no cinema para comprar meia entrada, mas apenas dizer que você é estudante. O motivo? Talvez por que aqui as pessoas não queiram sempre dar uma de esperto ou tirar vantagem da situação? Não sei, só sei que eu acho incrível!

Esporte universitário

Eu amo esportes, todo e qualquer tipo, pra jogar ou assistir, simplesmente amo. Cresci fazendo parte de times, jogando bola no recreio, competindo nos finais de semana. Jogava futebol no ensino fundamental, depois handebol no Band e, agora, continuo com o handebol na faculdade. Mas amo qualquer um.

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Mas os americanos amam mais. E não é à toa: esporte aqui é muito valorizado. Já fomos a dois jogos universitários, um de basquete masculino e um de hockey masculino. O nível, não preciso nem falar, não se compara ao do nosso esporte universitário. Eles são patrocinados pela Nike, ganham todo o material que eles precisam, jogam em quadras animais; os jogos são televisionados ou, pelo menos, passam na internet, são comentados por comentaristas profissionais; cada time tem seu ímã de geladeira com o calendário dos seus jogos, sua sala VIP para os pais e familiares assistirem seus jogos, sua sala particular de troféu e, até, sua lojinha vendendo as roupas e acessórios específicos daquele esporte. Sim, é de esporte universitário que estamos falando. Gente, é animal!

Eu amo jogar pela pinheiros e pela USP. Mas não tem comparação. Faço parte da seleção universitária de handebol da USP e posso dizer que a gente passa uns bons perrengues. Vaquinha para pagar o técnico, uniformes de uns 10 anos atrás, bolas muito velhas, quadras com iluminação ruim, com goteiras, e assim vai… Não deixa de ser animal, mas não dá pra dizer que o nível não seja outro.

Fora tudo isso, é muito legal ver como os pais levam os filhos pequenos para assistir os jogos de final de semana. Desse jeito, as crianças crescem com esse estímulo e é muito mais provável que se interessem por praticar algum esporte. Além disso, eles tem muitas categorias diferentes, ou seja, pra todos os gostos. Os ingressos custam 10 dólares e a infraestrutura pra quem vai assistir é ótima. Assim, com um preço justo pelo que se oferece e acessível, as pessoas vão, investem nos times que, por sua vez, investem na infraestutura e, desse jeito, uma coisa leva a outra.

cheerleaders no intervalo do jogo de basquete

Vou admitir que dá uma invejinha viu? Pra quem gosta de esporte, é simplesmente um sonho !!!